Carne, carne envolvida apenas num contorcer de culpa, dor ou solidão. Cicatrizes unidas momentaneamente, em instantes que não se tornam mais do que alucinações, comas induzidos para atenuar a dor, para atenuar um insuportável peso há muito carregado. O cansaço é mais que muito. A insegurança essa já não se faz sentir, de tão presente que tem estado.
Às vezes fazes-me falta por te teres tornado um pouco nisso. Por eu saber que também o sou para ti: uma prateleira, um apoio.
"Sei que às vezes vai também um pouco de nós" e a alucinação torna-se mais complexa. Daí que já nada seja simples, daí que já me comece a habituar à complexidade de tudo e de mais alguma coisa. Foste tu, foram coisas, foram outros. E agora sou eu a tentar resistir e encaixar na simplicidade e beleza de uma tela à qual não sei se pertenço. Porquê? Porque é bonita de mais.
Tu eras um pouco como eu, um misto, um híbrido, entre o complexo e o simples.
Tu eras um pouco como eu, um misto, um híbrido, entre o complexo e o simples.
Quem dera poder ser só simples e luminosa e encaixar-me na beleza das leves coisas que agora me convidam a entrar... dos mundos que não me pertencem...
"Please teach me gently how to breathe ..."
(Setembro de 2011)
(Setembro de 2011)
Há expressões e há sentimentos e sentidos em que me reconheço quando leio o que escreves: isso é bom, conseguires tocar o outro que lê. Mas sabes o que é ainda melhor? O facto de eu te reconhecer em cada expressão, em cada palavra, em cada pausa para respirar e pensar o que escrever (ou não) a seguir. És tu que te dás e fazes, assim, do mundo um lugar mais quente e onde o Sol brilha mais :)
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