sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Long (long) ago - Play time is over


"I have buried you
Every place I've been
You keep ending up
In my shaking hands"


"That's what they always say, Jeff."


"Play time is over... Now its time to wake up."

So, this is my "fuck off song".




domingo, 28 de julho de 2013

Antes que anoiteça senhores.




"(...) quero que não haja hospitais, quero que não haja doentes, quero que não haja operações, quero ter tempo para ganhar coragem e dizer aos meus pais que gosto muito deles
(não sei se consigo)
dizer aos meus pais que gosto muito deles antes que anoiteça senhores, antes que anoiteça para sempre."

António Lobo Antunes

domingo, 21 de julho de 2013

"I can see it" moment.




For a minute there I lost myself. Fjögur píanó starting. I stared at the message that had just arrived to my cellphone. I smiled and closed my eyes. I felt like I was well guarded in a safe place, the safest place in my world.
My eyes started weeping just a little, without me even realizing it. I abandoned myself to the wonder of that feeling, to wander into that feeling. I got envolved into that warmth sense, like my coziest hugs, like a million hands holding my body. So close. A soft embrace, the depth of that gentle swaying, the sweet flavour in my mouth. Sliding through a million of cushioned clouds, which stood above the wet grass ...where I once felt like I was slipping, the secure certain that, this time, I wasn't about to fall.
This was my happy hour. A thousand shots of pure gratification, a thousand shells of the most profound sense of peace. No meaningless concerns.
I was left alone with my less lonely self, with my (finally) self-acknowledging me. And I started dancing... again.



"I can see it. 
This one moment when you know you're not a sad story.
 You are alive, and you stand up and see the lights on the buildings and everything that makes you wonder.
 And you're listening to that song and that drive with the people you love most in this world. 
And in this moment I swear, we are infinite."


Fim de Junho - 7 de Julho

domingo, 9 de junho de 2013

S.O.M. - Sacred thing!



"As far as history goes, we all have our own each little guide, a history line... and I think that sometimes, when a bunch of stuff happens to you, you might think that your history line is sort of premeditated or destined to do this one thing and ... that one thing might feel like it is trapping you down. It might not be an excitement line all the time ... but some things, you can make some certain decisions and certain things happen that if you allow them to happen and you notice them happening, they can change the course of your history... and when they're for the better, it's a sacred thing!"


"Everything that happens is from now on."
Sólida Oportunidade de Mudança

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pretérito mais que perfeito

O pai enviara-lhe uma "História Antiga". Ela lera o e-mail e pensara "é uma estória para meninos pequeninos". A irmã não a tinha recebido, já era crescida. "Que falta me fazia agora saber ser uma menina crescida, saber lidar com estes assuntos de meninos crescidos", pensara.

O desenho não lhe saía do lápis, estava enclausurado numa qualquer ausência de conclusão sonhada outrora. Nem as bailarinas, que eram tão suas, tão cheias daquela magia que lhe enchia os olhos com aqueles diamantes brutos que parecem querer brilhar para sempre. Não, nem essas. Onde teriam ficado as bailarinas? Certamente próximas das borboletas, do tamanho de elefantes, que sempre pareciam voar na sua barriga em momentos do tão saboroso nervoso miudinho que fazia questão de sentir sempre que valia a pena.
Hoje em dia só escrevia sobre tragédias de algibeira... mas continuava a tentar desenhar gentes, lá isso continuava. Gentes que perdiam as emoções transmitidas através dos sorrisos, dos olhares e das rugas, para as ganharem todas pelo corpo, por correntes, por impulsos, por tudo e por nada. O movimento. O movimento e as gentes - sempre a tinham fascinado tanto.

Imersa então em pensamentos, começara a recordar as suas estórias antigas. Pensava em viagens de carro ao som de Madredeus, em Verões em casas de praia com banda sonora de Elis Regina, Caetano e Chico. Lembrava-se de colher limões para dar sorrisos; de falar tanto sobre tanta coisa que havia sempre conclusões novas; do entusiasmo de partilhar histórias. Lembrava-se do nascimento de pequenos grandes orgulhos e de danças tão felizes como o orgulho de corrigir o nome daquilo que é nosso. Revivia as ressacas às 4h da manhã, com luzes penduradas em casas clandestinas; os abraços com sabor a cobertor; os intervalos de parvoeira; as danças ao pôr do sol, com os músculos a doer e um sorriso desmedido de mar. Recordava as noitadas de (pouco) estudo; as serenatas e beijos à chuva; os passeios na ribeira, dos quais nem o frio desmesurado a faria arredar pé. E as memórias dos fardos de palha; das mãos dadas de cumplicidade; dos rasgões de lágrimas; das fontes secretas e clubes mágicos? Ah, que delícia. Sorria ao recordar as capas enroladas em volta dos corpos a rebolar na relva fresca; os jantares de sorrisos; as corridas de mistério; as noites de confidências - as lutas sentidas e vividas. Pensava em projectos e aspirações. Imaginava as lutas que havia por lutar, aquilo que nunca vira e gostava de ver, o muito que gostava de vir a sentir e, porque era inevitável, pensava nos impulsos que nunca seguira.

No geral, quando olhava para trás, conseguia ver a sua linha, a sua marca. Sabia que fora muito feliz. Isso dava-lhe esperança para o que estava para vir, fosse ela pequena com bailarinas e borboletas na barriga, ou grande com gentes e dores de cabeça.

23 de Dezembro/1 de Janeiro
2 de Maio

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Slow (dancing in a burning room)


"I was bruised and battered and 
I couldn't tell what I felt 
I was unrecognizable to myself 
I saw my reflection in a window 
I didn't know my own face 
(...)
The night has fallen, Im lyin' awake 
I can feel myself fadin' away"