segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Get over your hill, remember your own land - With grace in your heart and flowers in your hair.


‎"But I won't rot, I won't rot
Not this mind and not this heart,
I won't rot.

And I took you by the hand
And we stood tall,
And remembered our own land,
What we lived for.

And there will come a time, 
you'll seewith no more tears.
And love will not break your heart, 
but dismiss your fears.

Get over your hill and see 
what you find there,
With grace in your heart 
and flowers in your hair."



domingo, 20 de janeiro de 2013

com V maiúsculo.


"Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me Truth." 

Thoreau

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tempo de nascer

Num caminho já tão usual, na primeira manhã fria de Janeiro, os meus olhos tropeçaram em gaivotas. Mas olha, sabes que mais? Por um caminho que já tantas vezes fiz, reparei em tanta coisa nova! Foi como se neste primeiro dia tivesse começado com os olhos mais abertos: O mundo parece-me maior e eu pareço-me mais livre e mais dele.

Então, quase a chegar à paragem de autocarro, resolvi, como tantas vezes o faço, apanhar flores de camélia. São cor de rosa e de manhã são bonitas, assim frescas, cobertas de orvalho. Como de costume apanhei as do chão: só apanho as que já morreram. Como de costume fui apanhar as que estavam na beira da estrada e como de costume não consegui trazer só uma.
Continuei a andar até à paragem, com as gaivotas na cabeça. Olhei para as flores. Normalmente acumulo flores destas aos montes, em casa a secar, mas desta vez, não sei bem porquê, não me parecia bem ficar com as duas. Olhei-as. Reparei num autocarro que chegava a uma paragem que não era a minha. Surgiu-me uma ideia: vou deixá-la no autocarro para desejar um bom dia a alguém!
Não tinha papel, nem caneta. Rasguei um pedaço de um recibo qualquer e com o eyeliner escrevi uma mensagem. Entrei no autocarro, encaixei o papel na flor e pousei-a num banco.
Não sei o que se passou, se alguém lhe pegou ou vai pegar, mas sei que me fez feliz ter partilhado um bocadinho. Espero que alguém tenha sorrido com a partilha, como eu sorri quando colhi uma flor morta no nascer do novo ano.

Quando os nossos olhos vêem gaivotas parece que ficam mais abertos. Ou se calhar é ao contrário: por estarem mais abertos é que reparam nas gaivotas. Se calhar esta perspectiva é meramente momentânea. Se calhar, se calhar não sei. Aquilo que sei é que hoje o Mundo pareceu-me novo, mesmo na antiguidade das coisas. Se calhar sou só eu que estou a renascer!

Uns bons novos segundos, uns bons novos dias. Trata-os como vida que são e que te saibam sempre ao máximo possível.

O nascer do ano novo na cidade do Porto - JN

1 de Janeiro de 2013 (9h53)