Hipnotizada pelas palavras, pela música, pela correria, pela brisa que sinto a acarinhar-me os ombros, hipnotizada por uma quantidade de antagonismos que se me vão impondo, atropelando-se à frente dos meus olhos, penso, tal como o disse tantas vezes e hoje outra vez ainda: calma.
Calma em mim, calma em ti. Calma, em vez desse imenso frenesim, desnorteio e descontrole que procuraste com desespero... silêncio, PAZ.
Pára para pensar. Não fujas de momentos a sós com a tua própria individualidade, o teu próprio sentido de existência. Momentos em que tanta coisa te vem à cabeça, em que mais do que um rever da rotina quotidiana te deparas com um misto de emoções, um misto de palavras e desejos.
Pára, deixa-te parar, deixa-te aperceber daquilo que sentes, daquilo que tu próprio tens de resolver e daquilo em que podes pedir ajuda.
Pára, deixa-te parar, deixa-te aperceber daquilo que sentes, daquilo que tu próprio tens de resolver e daquilo em que podes pedir ajuda.
Não tenhas medo de procurar uma mão, um ombro, um ouvido. Eu estou aqui, só preciso que me deixes entrar.
Verbaliza, hiper-adjectiva, grita, descontrola-te: expressa-te; mas pára, pára e deixa os outros entrarem.
“Um dia de cada vez”, é o cliché que hoje se impõe.
Sobe as escadas, não uses o elevador.
Sem comentários:
Enviar um comentário